São Tomé e Príncipe
Descoberto e reclamado por Portugal, nos finais do século XV, o arquipélago de São Tomé e Príncipe tornou-se o maior exportador africano de cana-de-açucar no século XIX e o maior produtor de cacau no século XX.
Hoje, São Tomé continua a ser um país rico. Rico de gente bonita e afável, de paisagens de cortar a respiração, de animais, de plantas, de praias a perder de vista, de tradições, de cultura. Um verdadeiro paraíso terrestre, à sua espera na costa ocidental de África.
Área
Capital
População
Lingua
Religião
Historia
A ilha de São Tomé foi descoberta em 21 de Dezembro de 1470, dia de S. Tomé, e a do Príncipe em 17 de Janeiro de 1471, por marinheiros portugueses.
Inicialmente, as ilhas estavam desertas. O seu povoamento oficial iniciou-se em 1485, quando D. João II doou a ilha de S. Tomé ao fidalgo D. João de Paiva. Em meados do século XVI, usando escravos africanos, os colonos fizeram daquele local o maior produtor de açúcar do mundo.
As ilhas ofereciam também especiarias, tendo-se introduzido algumas culturas levadas de Portugal como a figueira, a vinha e o trigo. No século XIX viu-se uma enorme explosão na produção de café e cacau, com base no trabalho contratado.
Após a segunda grande guerra, o nacionalismo desenvolveu-se entre a população local creola tornando-se, desta forma, famosas algumas revoltas de negros, que se recusavam a trabalhar para os portugueses nas plantações de cacau.
Em 1960, e na sequência dos movimentos de libertação dos territórios colonizados, surge o Comité de Libertação de S. Tomé e Príncipe que viria, em 1972, dar lugar ao MLSTP (Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe) liderado por Manuel Pinto da Costa.
Após o golpe militar em Portugal, em Abril de 1974, o governo português reconhece o MLSTP como legítimo representante do povo santomense e a República Democrática de S. Tomé e Príncipe torna-se num estado independente, a 12 de Julho de 1975.
Cultura
A cultura santomense é muito rica e diversificada. Sobretudo, nas expressões de índole musical, em que os ritmos musicais africanos se misturam com a harmonia melodiosa da música europeia, principalmente a portuguesa, e que produz um efeito belíssimo. O socopé é a dança santomense mais bela e popular que não deve perder.
É, contudo, na expressão teatral que a cultura santomense é mais importante. Os dois tipos de teatro mais significativos são a Dança Congo e as representações Clónicas (o Tchiloli na ilha de São Tomé e o São Lourenço na ilha do Príncipe), ambas atraindo multidões. E se a Dança Congo é um grande baile transformado em "festa" pela participação não organizada do povo e pretende ser uma crítica sarcástica social e cultural ao sistema colonialista, as representações clónicas são a teatralização de dois textos dramáticos portugueses.
O Tchiloli é uma mistura original de teatro, música e dança, cujas origens remontam às peças encenadas na Europa por comediantes ambulantes que representavam os romances do Imperador Carlos Magno. Algumas dessas peças terão sido representadas em S. Tomé para distracção dos portugueses.
Nestas expressões teatrais o texto original, misturado com algumas expressões locais, mantém-se, alterando-se as representações gestuais e o acompanhamento rítmico, que é de cariz africano.
Clima
As ilhas de São Tomé e Príncipe beneficiam de um clima do tipo equatorial, quente e húmido, com temperaturas médias anuais que variam entre os 22ºC e os 30ºC.
A temperatura varia em função da altitude e da pluviosidade, sendo característica uma forte densidade e humidade.
O ano caracteriza-se por duas estações bem definidas: a das chuvas (Outubro a Dezembro e Fevereiro a Maio), com temperaturas elevadas e trovoadas tropicais e a "Gravana" (Junho a Setembro), mais amena, mas com céu geralmente limpo.
Locais
Muitas outras antigas roças coloniais merecem também uma visita. É o caso da Roça Agostinho Neto, provavelmente a maior e mais bem conservada ou a Roça Monte Café, a única produtora de café da ilha.
Não perca a Cascata de S. Nicolau que se despenha de vários metros de altura, numa zona de bosque do interior da ilha, onde apenas uma ou outra árvore tropical denuncia que estamos em África e não em qualquer floresta da Europa.
Pode ainda visitar Porto Alegre, no extremo sul da ilha, passando por Angolares, a vila de pescadores com maior tradiçaõ em S. Tomé. Em Porto Alegre poderá ir de barco até ao Ilhéu das Rolas, onde passa a linha do Equador e pôr um pé em cada hemisfério.
Um passeio na capital só ficará completo com uma visita à fortaleza de S. Sebastião, construída pelos portugueses no século XVII e hoje transformada em Museu Nacional. No terraço, acumulam-se as estátuas desmembradas dos navegadores portugueses, retiradas das praças e jardins de S. Tomé logo após a independência do país.
A Lagoa Azul, no Norte de S. Tomé, é outro local digno de ser visitado. As suas águas oferecem uns cambiantes de azul e verde verdadeiramente estonteantes e inesquecíveis.
Já agora que está por perto aproveite para conhecer Neves, a segunda cidade mais importante de S. Tomé, e Sta. Catarina, uma simpática aldeia de pescadores.
Actividades
O charme do arquipélago baseia-se na diversidade de oportunidades que são oferecidas ao visitante. Neste pequeno paraíso verde, situado no meio do Oceano Atlântico, pode desfrutar de inúmeros passeios a pé e caminhadas mais longas, conhecendo verdadeiros paraísos como a Roça Bombaim, a Roça Valcarmo, o Pico Maria Fernandes, as fantásticas e variadíssimas cascatas.
As caminhadas organizadas à floresta virgem tropical da cordilheira são uma óptima forma de ficar a conhecer melhor este pequeno mundo natural.
As excursões ao extremo sul podem ser feitas de jeep, a pé ou de canoa. Poderá conhecer locais fantásticos como a Roça do Porto Alegre e o Ilhéu das Rolas, as Sete Pedras e o Pico do Cão Grande.
O Ilhéu das Rolas é um pequeno ilhéu, em São Tomé, revestido de densa vegetação, cascatas e rios de correntes rápidas que descem a montanha vulcânica até ao mar. A temperatura dentro e fora de água é praticamente a mesma, 27ºC. Está principalmente vocacionado para quem adora a praia, as actividades náuticas, ecologia e aventura: percursos pedestres para observação de aves, tartarugas, golfinhos e baleias.
A escalada do Pico de São Tomé, situado no sul da ilha, é outra das muitas maravilhas a não perder, mas que deve ser efectuada com guia. A escalada da cordilheira passa no parque natural por várias zonas climáticas da floresta virgem tropical coberta de névoa e oferece vistas de plantas e árvores sem igual. De 700 tipos de plantas locais existem só em São Tomé e Príncipe cerca de 100, onde se destacam as rosas de porcelana, símbolo de São Tomé.
Aproveite o passeio para observar as várias espécies endémicas de insectos, tão características de São Tomé e Príncipe, com as quais irá ficar completamente deslumbrado.
O mundo das aves é igualmente visto como uma das maravilhas da natureza do país: de 55 espécies existentes aparecem 15 somente neste lugar do mundo e pertencem, assim, às aves mais raras do planeta. Por exemplo, o "Pardal do Norte" de São Tomé foi avistado somente duas vezes, em 1888 e 1991!
Os amantes da caça submarina e da pesca grossa em alto mar também poderão passar momentos inesquecíveis em São Tomé e Príncipe. As águas fervilham de peixe e marisco e são o domínio privilegiado do atum, dos golfinhos, dos espadartes, da barracuda gigante, do "Blue Marlin" e todos os seus primos, inclusive, do tubarão.
O mergulho é também um atractivo fantástico se pensarmos que muitas zonas de mergulho de São Tomé ainda não estão exploradas. As ilhas São Tomé e Príncipe proporcionam ao mergulhador uma excepcional abundância de peixes. Pode-se mesmo garantir a observação de peixes grandes, raias e tartarugas. Também os adeptos do snorkeling se podem divertir (por exemplo na Lagoa Azul ou no Ilhéu Santana).
Poderá ainda conhecer melhor os diversos ilhéus de pequena dimensão, entre os quais se destacam, em São Tomé, o Ilhéu das Cabras e as Sete Pedras e, no Príncipe, o Ilhéu Bombom, o Boné de Jockei, a Pedra da Galé, as Tinhosas e os Mosteiros. Os ilhéus estão quase todos desabitados, mas chegam a ser ocupados temporariamente por pescadores em busca de melhores oportunidades de pesca.
Moeda
Vistos
É necessário passaporte válido por 6 meses depois da data da partida.
O visto é obrigatório. Este pode ser tirado à chegada a São Tomé ou através da Embaixada de São Tomé em Lisboa.
Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe:
Av. Gago Coutinho, nº 26, 6º piso, Lisboa
Telefone: 21 846 19 17
Fax: 21 846 91 19
Poderá contactar a Embaixada de São Tomé em Lisboa (Tel: 218 439 243), o Consulado de São Tomé no Porto (Tel: 226 096 723) ou o Consulado de São Tomé em Coimbra (Tel: 239 855 900) e obter o visto de turismo por euros 39,00, se solicitado com 8 dias de antecedência, ou por euros 49,00, se solicitado com 2 dias de antecedência.
As vacinas da febre amarela e da profilaxia da malária são obrigatórias. Para mais informações contacte:
Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Rua da Junqueira nº 96, 1300 Lisboa
telefone: 21 365 26 00
É também necessário levar o Boletim de Vacinas e Seguro de Viagem.
Riscos
As vacinas da febre amarela e da profilaxia da malária são obrigatórias. Leve os medicamentos que costuma usar para os males mais comuns e a medicação que toma usualmente.
Aconselha-se a utilização de repelentes para insectos.
Fuso horário
Quando Ir?
Entre os meses de Julho a Setembro.
Como Ir?
Vôos Tap - saídas regulares de Lisboa, Porto ou Faro
Como andar ?
Não existem autocarros em S. Tomé. Só há táxis na Capital junto ao mercado e nos hotéis alugam-se veículos.
Para explorar a ilha ou simplesmente para relaxar tem a possibilidade de alugar jipes ou cavalos, para melhor apreciar todas as belezas da região.
São Tomé e Príncipe não possuí um porto marítimo. Cada ilha possui um aeródromo; para a aterragem de grandes voos comerciais só é adequado o aeroporto de São Tomé.
Industrias
A economia de São Tomé e Príncipe assenta basicamente na agricultura de exportação e, sobretudo, na produção de cacau, a qual representa cerca de 95% do total das exportações. Importa, porém, a maior parte dos alimentos que consome, da mesma forma que o combustível e a maioria dos produtos manufacturados.
O solo das ilhas é muito fértil, sobretudo em São Tomé, por ser de origem vulcânica, mas sofre bastante com a erosão. O país produz cacau, óleo de palma, coco e café.
O sector da pesca, favorecido pela situação insular, é uma actividade com grande tradição nas ilhas e é praticada de forma artesanal.
A actividade industrial não é significativa na economia do país, ela é caracterizada por uma reduzida diversificação e por um número limitado de pequenas e médias empresas. As indústrias são voltadas para o processamento de produtos primários como sabonete, bebidas não - alcoólicas, têxteis, cerveja e pescado em conserva.
A descoberta de poços petrolíferos no mar de S. Tomé e Príncipe, veio trazer novas e melhores perspectivas para o desenvolvimento das ilhas.
O turismo também tem um potencial pouco explorado. Uma das grandes opções em matéria de desenvolvimento económico é fazer destas Ilhas paradisíacas um destino turístico de alta categoria. Só assim poderá ser explorada outra fonte de receitas economicamente necessária e ecologicamente conveniente. Isto é, já por si, necessário devido à existência duma taxa de desemprego muito alta, devido à limitação das monoculturas e pela falta de possibilidades de alargar o comércio externo através da exportação.
O produto interno bruto está dividido do seguinte modo: 20% pertence à agricultura e silvicultura, 19% à produção industrial e 61% faz parte da prestação de serviços.
Os seus parceiros comerciais mais importantes são os países da U.E. (60% Portugal), Angola e Japão.





