Egipto
O Egipto é e será sempre, para os amantes dos grandes mistérios da Humanidade, um destino inigualável e incomparável. Aqui poderá descobrir segredos escondidos atrás de anos e anos de história, como aprofundar os seus conhecimentos sobre faraós ou sobre as pirâmides. Poderá também descobrir a magia do Egipto e a sua veia real, ou num cruzeiro pelo Rio Nilo, onde apreciará os magníficos monumentos de um Egipto eterno, ou nas águas cristalinas ou nos corais coloridos do Mar Vermelho.
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Historia
Por Antigo Egipto designa-se a civilização que se desenvolveu no vale inferior e no delta do rio Nilo entre 3100 a.C. e 30 a.C.. Teria sido na primeira data que um soberano de nome Menés unificou os reinos do Alto Egipto e do Baixo Egipto sobre o seu poder. A Época Tinita foi seguida pelo Império Antigo, época marcada pela construcção de pirâmides, das quais as mais conhecidas são as pirâmides de Gizé do tempo da IV dinastia. O Império Antigo entrou em decadência no reinado de Pepi II, tendo o Egipto mergulhado no Primeiro Período Intermediário. Em 333 a.C. Alexandre Magno derrotou os Persas na Batalha de Issus, tendo no Outono do ano seguinte ocupado o Egipto, onde foi aclamado como libertador pelo povo. Antes de partir para novas campanhas militares no Oriente, Alexandre fundou na região ocidental do Delta do Nilo a cidade de Alexandria, que seria nos séculos seguinte a metrópole cultural e económica do Mediterrâneo e capital dinástica. Alexandre faleceu em 323 a.C. não tendo ficado assegurada a sua sucessão. Nos anos que se seguiram os seus generais dividiram entre si império criado por Alexandre. Um destes generais, Ptolemeu, já instalado como governador do Egipto, tomou em 305 a.C. o título de basileus (rei), fundando a dinastia ptolemaica que governaria o Egipto até 30 a.C.. A última representante da dinastia ptolemaica foi a famosa rainha Cleópatra, que tentou restaurar a glória anterior do reino, aliando-se aos romanos Júlio César e Marco António. Os seus esforços revelaram-se inúteis, tendo sido vencida pelas forças romanas de Octaviano na Batalha de Ácio. Após a derrota de Cleópatra, o Egipto é integrado no Império Romano como uma província administrada por um prefeito de origem equestre que era directamente responsável pelo imperador. A conquista do Egipto pelos árabes insere-se no movimento de expansão destas populações que se iniciou após a morte do profeta Muhammad (Maomé). Em 639, Amr ibn al As, lugar-tenente do califa Omar liderou uma expedição militar ao Egipto da qual resultou a expulsão definitiva do poder bizantino por volta de 642. Amr instalou a capital do Egipto em Al Fustat, onde tinha existido uma fortaleza romana chamada Babilónia. Ao longo dos séculos seguintes a população que habitava o Egipto acabaria por se converter ao Islão e por adoptar como língua o árabe. Para a arabização do Egipto contribuiu a instalação no território de tribos oriundas da Península Arábica. O Egipto tornou-se uma província do califado omíada até 750, ano em que este foi derrubado e substituído pelo califado abássida. Os Abássidas transferiram a capital do califado de Damasco para Bagdade, tendo o seu poder entrado em decadência em meados do século IX, o que permitiu a ascensão de dinastias locais em vários partes do império. Em 868 Fustat recebeu como governador do Egipto Ahmad ibn Tulun, que inauguraria um período de autonomia egípcia face ao califado abássida. Em 878 Ibn Tulun invadiu a Síria, tomando as suas principais cidades e fortalezas. Ibn Tulun foi sucedido pelo seu filho Khumarawayh, que foi assassinado em 896. A menoridade do filho de Khumarawayh foi aproveitada pelos Abássidas para restaurar a sua soberania sobre o Egipto em 905, que regressaria ao seu estatuto de província. Em 935 Muhammad ibn Tughj foi nomeado novo governador, tendo repetido os feitos de Ibn Tulun. Ibn Tughj, a quem o califa atribuiu o título de Ikhshid, conseguiu impor a ordem no Egipto, tendo o país retomado a sua influência sobre a Síria. Para além disso, Ibn Tughj conquistou as duas sagradas do islão, Meca e Medina. Os seus descendentes governaram o Egipto até 969. Em 1516 e 1517, o sultão Selim I derrotou os Mamelucos e o Egipto transforma-se numa província do Império Otomano, governada por um paxá nomeado anualmente. No século XVII desenvolve-se uma elite de mamelucos que usava o título de "bey", ao mesmo tempo que as guerras entre duas facções de mamelucos devastam o país. No século XVIII, Ali Bey e o seu sucessor, Muhammad Bey, conseguiram fazer do Egipto um território independente face ao Império Otomano. Neste contexto de um Egipto debilitado, a França e a Inglaterra começaram a alimentar ambições em relação ao território. Em 1798 o general Napoleão Bonaparte invadiu o país para tentar desestabilizar o comércio inglês na região. Napoleão fugiu do Egito para França em 1799, deixando atrás um exército de ocupação. Este exército seria expulso pelos otomanos e pelos ingleses em 1801, terminado a breve ocupação francesa. O Egipto conhece um período de desordem que acaba em 1805 quando um soldado albanês de nome Mehemet Ali toma o poder. Em 1922 a Inglaterra concedeu a independência ao Egipto e Ahmad Fuad tornou-se rei com o título de Fuad I. Esta independência era meramente nominal, uma vez que a Inglaterra reserva-se ao direito de intervir nos assuntos internos do país se os seus interesses fossem postos em causa. Em 1923 foi adoptada a constituição do país, que estabelecia uma monarquia constitucional como sistema político vigente. Com a morte de Fuad em 1936, o seu filho, Faruk I, decide restaurar a constituição de 1923. Novas eleições deram a vitória ao Wafd, que formou um governo. No mesmo ano o Egipto e a Inglaterra assinaram um tratado cujos termos levaram a uma redução do número de militares ingleses no país e cimentaram uma aliança militar entre as duas nações. Este tratado permitiu ao Egipto a entrada na Liga das Nações. Em 1948 o Egipto e outros países árabes tentaram sem sucesso impedir o estabelecimento do estado de Israel na região histórica da Palestina. Na noite de 22 para 23 de Julho de 1952 deu-se um golpe de estado organizado por uma facção do exército conhecida como os "Oficiais Livres", cujo chefe era o general Gamal Abdel Nasser. O rei Faruk foi obrigado a abdicar e como presidente do Conselho foi escolhido o general Muhammad Naguib, que não sendo membro dos "Oficiais Livres", foi escolhido devido à sua popularidade. Em Dezembro do mesmo ano foi abolida a constituição monárquica e em Janeiro do ano seguinte todos os partidos políticos foram proibidos. Com a morte de Nasser em 1970, sucedeu-lhe Anwar Sadat, que exercia o cargo de vice-presidente. Sadat seguiu uma política de reaproximação à Arábia Saudita, sem contudo se afastar da União Soviética. Em 1973 o país liderou a coligação de países árabes na Guerra do Yom Kippur, tendo o país conseguido um relativo sucesso, já que reconquistou a Península do Sinai e conseguiu a reabertura do Canal de Suez. Sadat foi sucedido pelo general Hosni Mubarak, vice-presidente desde 1975, que continuou a política de paz do seu predecessor, que ainda hoje é o presidente.
Cultura
É impossível falar da cultura do Egito sem antes pagar um justo tributo a um factor natural que foi preponderante para o desenvolvimento da civilização egípcia em uma estreita faixa de terras cercadas por desertos: a água. O Rio Nilo é a base de tudo. Rio que nasce no coração da África, atravessa o deserto e deságua no Mar Mediterrâneo. Era o Nilo que fornecia a água necessária à sobrevivência e ao plantio no Egitpo. No período das cheias, as águas do rio Nilo transbordavam o leito normal e inundavam as margens, depositando ali uma camada riquíssima de húmus, aproveitada com sabedoria pelos egípcios para o cultivo. Os egípcios obtiveram notáveis progressos nas artes, nos ofícios e em algumas ciências. Confeccionaram habilmente instrumentos, armas e ornamentos em pedra, cobre e ouro. Com o papiro, criaram uma escrita própria, cujos signos eram conhecidos como hieróglifos. Desenvolveram um sistema eficiente de irrigação, sanearam terras pantanosas, construíram diques, produziram tecidos de linho de qualidade superior a todos os países e reinados da época. Seu sistema de leis era baseado nos costumes, cercado de grande prestígio que mais tarde se impôs ao próprio faraó. Os egípcios inventaram ainda o primeiro calendário solar da história da humanidade. Ao que tudo indica, basearam o calendário no reaparecimento anual da estrela Sírius, com a divisão do ano em 12 meses e cada mês subdividido em trinta dias cada. Adicionavam cinco dias de festa ao final de cada ano.
Clima
O clima é semi-desértico. Os dias são quentes e secos e as noites frescas. Durante o Verão o calor é suportável, devido à baixa taxa de humidade. Os Invernos são temperados (12-20ºC) com alguma chuva. No Sul do Egipto, encontra-se a zona mais árida, os dias são muito calorosos e com escassas precipitações e às vezes produzem-se tormentas de areia, principalmente na Primavera.
Locais
Os locais mais visitados no Egipto são Cairo, Hurghada, Luxor e Karnak.
Actividades
Poderá fazer cruzeiros para conhecer a beleza do Egipto, visitar os templos antigos, assim como as pirâmides, tirar imensas fotografias. Além disto, poderá conhecer mais aprofundadamente, a arte e a mitologia egípcia. Também será possível fazer passeios de camelo.
Moeda
Vistos
Para entrar no Egipto, é necessário passaporte com validade superior a 6 meses à data de regresso da viagem e visto. Pode obter o visto com a sua reserva, mas tem de ser entregue à chegada ao Egipto, antes de passaremn o controlo de passaporte. Também poderá obter o visto através da Embaixada do Egipto em Lisboa ou à chegada ao Egipto, apenas nos aeroportos do Cairo e Luxor.
Riscos
Não é obrigatória nenhuma vacina para viajar para o Egipto. No entanto, aconselhamos a vacina contra a hepatite A, transmissível através da comida e da água. Evite beber água não mineral,não aceite bebidas com gelo ou garrafas que não sejam abertas na sua presença. Não consumir a fruta que não tenha sido previamente lavada. A doença do turista surge devido à mudança do regime alimentar, o calor e a água diferentes ao que o nosso organismo está habituado, favorecendo distúrbios digestivos. Aconselha-se também a que se levem lenços de papel para as casas de banho, sobretudo nos circuitos, já que os egípcios utilizam o sistema árabe (limpeza com água).
Fuso horário
Electricidade
Quando Ir?
Durante o Verão.
Como Ir?
Vôos Egyptair - vôos regulares de Lisboa ou Porto
Eventos
Dia 13 de ABril - Festa da Águia (Aguy Misr Pap)
Industrias
As principais produções são trigo, tomate, laranja, sorgo, algodão, milho, cana-de-açúcar, cevada. arroz, lentilhas, feijão, cravinho-do-Egipto, sal, gado bovino, búfalos, ovelhas, cabras, petróleo, gás natural, fosfatos, ferro e argila. As principais actividades económicas são os têxteis, adubos, refinação de petróleo, cimento, siderurgia e indústrias alimentares. O Turismo também é uma grande fonte económica.





